Holter (ECG Ambulatorial)

Monitorização eletrocardiográfica contínua para aumentar a sensibilidade na detecção de arritmias e avaliar a resposta terapêutica no dia a dia do paciente.

Indicações principais

Síncope/colapso, triagem de raças com risco para cardiomiopatia, quantificação de arritmias e monitoramento de antiarrítmicos.

Conteúdo

O que é e quando solicitar

Conceito e indicações do Holter.

Como é feito (técnica)

Preparo, eletrodos e rotina domiciliar.

ECG em internação

Monitorização contínua hospitalar.

Manobras & vagal

Técnicas provocativas e inibição vagal.

Utilidade clínica

Como interpretar e decidir tratar.

Gravadores/ILR

Quando preferir CER/ILR.

O que é e quando solicitar

O Holter é um registro contínuo do ECG por 24 horas (ou mais, dependendo do dispositivo) realizado no ambiente habitual do animal. Aumenta a chance de flagrar arritmias transitórias e permite avaliar variações circadianas.

Principais indicações

Como é feito (técnica)

  1. Preparo da pele: tosar/raspar áreas torácicas, limpar e secar.
  2. Eletrodos: adesivos firmemente aderidos (base-ápice / hemitórax esquerdo).
  3. Fixação: wrap torácico/colete para proteger fios e gravador.
  4. Rotina: manter atividades habituais por ≥24 h.
  5. Diário do tutor: registrar sono, exercício e sintomas (colapso, tosse, síncope).
  6. Análise: software automatizado com revisão humana para acurácia.

Duração: padrão 24 h; alguns gravadores permitem vários dias. Pacientes muito leves: avaliar adaptação individual.

ECG contínuo em internação

Recomendado para pacientes com risco de distúrbios de frequência/ritmo (ICC, síncope por arritmia, choque, sepse, GDV). Preferir derivações torácicas adesivas para reduzir artefatos e permitir mobilidade; usar telemetria quando disponível.

Técnicas provocativas & inibição vagal

Quando a suspeita persiste sem diagnóstico, manobras vagais podem evidenciar disfunção do nó SA/AV ou diferenciar taquicardia sinusal de SVT ectópica.

Manobras vagais (com ECG de boa qualidade)

Inibição de tônus vagal

Utilidade clínica e interpretação

Nem toda ectopia em 24 h implica tratamento: cães saudáveis podem apresentar VPCs esporádicos ou pausas sinusais. A decisão terapêutica considera carga arrítmica, correlação com sintomas, presença de cardiopatia estrutural e risco-benefício dos antiarrítmicos.

Síncope/colapso

Capturar evento e tipo de arritmia → correlação ECG-sintoma.

Triagem de raça

Contagem de VPCs e complexidade → estratificação de risco.

Terapia em curso

Eficácia/segurança → redução de carga e FC-alvo.

Gravadores de eventos (CER) e ILR

O CER armazena trechos de ECG quando o tutor aciona o botão durante um evento observado — útil quando os sinais são infrequentes e o Holter de 24–48 h não captura episódios. O ILR (gravador de laço implantável) fica subcutâneo e monitora por meses, com ativação por observador ou gatilhos de FC e leitura por telemetria.

Quando preferir CER/ILR

Síncope rara, baixa adesão ao Holter convencional, necessidade de janela longa.

Configuração

2 eletrodos adesivos (CER) ou implante subcutâneo (ILR); memória circular.

Seguimento

Programação de gatilhos de FC e revisões periódicas por telemetria.

Limitações e cuidados

Aviso: Conteúdo educativo. Condutas e doses devem seguir avaliação veterinária individualizada.

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